quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

considerações gerais sobre o curso de direito

Ora bem, agora que me aproximo do final do semestre, e, com isso, me aproximo dos exames, acho que já posso dar a minha opinião assim muito por alto deste poço onde me vim meter e do qual não vejo luz em lado nenhum.

Primeiro: onde é que eu tinha a cabeça? 
Seriously, quando me meti nisto não tinha a cabeça no lugar onde devia, ou então andava com ela na lua ou coisa do género, porque definitivamente eu não estava com as minhas funções plenas ao tomar esta decisão. É que claramente me faltam capacidades para um curso deste tipo, desde logo... coragem. Acreditem que é preciso coragem a dar com um pau para pegar nas adoráveis bíblias que me adornam a estante. E não só pegar nelas, lê-las. E não só lê-las, decorá-las... e por aí fora.

Segundo: o que raios é introdução ao direito?
Eu não sei e tenho que saber até dia 19 de Janeiro. E tenho um livro do Pinto Bronze para ler até lá (o homem fala de uma maneira... "Metodonomologia" wtf?) e fui a duas aulas teóricas e uma prática. Estou fodida? Estou sim senhor. Em minha defesa argumento que as aulas teóricas eram às oito da manhã e por mais cafés que tomasse a voz completamente monocórdica-oiçam-se-quiserem-ou-vão-se-foder me fazia, literalmente, dormir. O que é que eu estudei disto o semestre todo? That's right, zero.

Terceiro: como é que eu vou ler aquela merda toda de constitucional?
É assim, se eu atirar o meu livro à cabeça de alguém aquilo racha logo. É uma arma de arremesso que pesa quase três quilos e com umas 1600 páginas. LINDO.

Quarto: porque é que eu só estudo economia?
Não sei exactamente porquê, mas só me dá para estudar economia política e, de vez em quando, direito internacional. Mas economia é um amor, é sim. O problema vai ser quando for para meter na cabeça definitivamente as teorias de toda a gente. Isso é que já vai ser lixado, uma vez que a minha capacidade de decorar nunca foi muito bonita.

Quinto: como é que venho para um curso destes se eu nunca consegui marrar?
É, chego outra vez ao ponto um, eu não sei o que tinha na cabeça. Continuo a não saber e a achar que me vou foder à larga, que o meu pai me vai tirar a cabeça fora e que eu vou morrer no final deste ano. 

Estuda, minha filha, estuda, que só te faz bem.

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