domingo, 24 de outubro de 2010
Hoje à tarde num dos meus devaneios de Domingo percebi o quão sinto saudades de ser criança. Sinto saudades das mais pequenas coisas, de chorar e de ter sempre alguém para me dizer que tudo ia ficar bem (mesmo que, de facto, não ficasse). Sinto saudades do tempo em que felicidade era dormir na cama da minha madrinha com o tor (aka cobertor) vermelho, quer fosse inverno ou verão. Sinto saudades de ter sempre lá alguém, no matter what, fizesse a asneira que fizesse. Sinto saudades do tempo em que a minha felicidade não dependia de ninguém, muito menos de alguém que não quer essa responsabilidade. Tenho saudades de não saber o que é gostar de alguém da maneira que gosto dele, porque a minha vida seria certamente mais fácil se não soubesse. Sinto saudade do tempo em que me diziam que não tinha um pingo de romantismo no corpo. Sinto saudade do tempo em que o caminho certo era desistir de alguém, porque não tinha nem tempo nem paciência para tentar continuar com alguém que não me quer. Tenho saudades do tempo em que não iria passar dez horas em comboios para estar com alguém, alguém esse que sei de antemão que não vai aparecer. Sinto saudades de não estar apaixonada por ti.
E o pior de tudo é que todas as loucuras me parecem certas. Porque apesar de só fazer asneiras, apesar de ter passado quatro meses a tentar concertar os meus erros e de ter voltado a estragar tudo... Eu por ti faria tudo. E entendo que não me queiras - eu não me quereria - e entendo que não apareças amanhã, mas eu não podia ficar quieta. Eu tinha de tentar. Porque te adoro. Desculpa.
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