segunda-feira, 4 de outubro de 2010

da série: os meus defeitos

Bipolaridade

(Claro que se passarem por aqui hipocondríacos, podem sempre dar uma vista de olhos aqui e convencerem-se que também sofrem do mesmo mal e estão condenados a morrer num par de anos, tendo levado desgraça e miséria a todos os que alguma vez conheceram. Boa sorte.)

Eu sei que não sofro de transtorno bipolar no sentido lato da doença, mas ao longo dos anos desenvolvi a teoria que todas as pessoas, especialmente mulheres, sofrem um bocadinho de bipolaridade. Ora estão bem, ora estão mal; ora querem isto, ora já não querem. E todas estas mudanças de opinião em segundos e com grandes crises emocionais pelo meio. Eu sou assim. Demasiadas vezes até. E olhem que não é TPM, porque nem sofro disso.

Eu consigo passar da alegria à "depressão" (mais uma vez, eu sei que não sofro de depressão, felizmente, sou só doidinha da cabeça e masoquista) de um momento para o outro, tal como posso estar quase a chorar e no momento seguinte estar aos berros a cantar AC/DC. Sense, i make none.

O problema não é fazer isto, porque se uma pessoa estiver sozinha que se lixe, o problema é quando entram outras pessoas na equação, sobretudo pessoas que não estão lá muito habituados a tal procedimento, no meu caso... homens. Não significa que eles também não tenham a sua bipolaridade, porque têm, mas normalmente não é tão radical como a que vejo nas mulheres.

E quando está tudo bem e por algum motivo uma pessoa vira ao contrário e começa a disparar em todas as direcções, sobretudo naquelas que não compreendem bem o que nos deu? Pois é, o meu pai já passou muitas dessas, acho que é por isso que ele sabe que sou tão... instável.

Não que este seja o pior dos meus defeitos (não é), mas é um dos que me tem lixado mais a cabeça, porque é algo que não consigo controlar.

1 comentários:

marla singer

É verdade... e concordo com a tua última parte :b

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